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“Estamos nos sentindo abandonados”, diz mãe de autista após decisão do STJ. Entenda o que mudou. 

ANS se sente abandonada

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) alterou, nesta quarta-feira (8), o entendimento sobre o rol de procedimentos listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a cobertura dos planos de saúde.

O STJ deveria decidir se o rol de cobertura dos planos é exemplificativo ou taxativo.

A cobertura exemplificativa significa que os planos de saúde não se limitam a cobrir apenas o que está na lista da ANS, pois ela serve exatamente como exemplo de tratamento básicos. Já a cobertura taxativa entende que o que não está nesta lista preliminar da ANS não precisa ter cobertura das operadoras.

A partir de agora, se não está no rol, não tem cobertura, mesmo que o médico prescreva.

Essa decisão atinge em cheio autistas e pessoas com outras deficiências. Porque a mudança deixa o plano livre para não cobrir tratamentos importantes para essas pessoas.

“Só quem vive nossa luta entende. Todos os dias minha filha faz tratamento. Ela é outra criança depois dessas terapias. Depois dessa decisão não posso garantir o tratamento adequado pra ela. Essa foi uma noite péssima, estamos nos sentindo abandonados, todos os pais de autistas”, disse com lágrimas nos olhos, Wilcleisse, mãe de Laurinha de 4 anos, diagnosticada com TEA aos 2.

“Chega a ser revoltante ver que o lucro dos convênios está acima da saúde das pessoas”, disse o vereador de Natal e cadeirante Tércio Tinoco.

Pais e entidades de todo o Brasil agora se unem para recorrer da decisão no STF.

Foto: mreco99/Depositphotos

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