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Alunos de Natal participam de Hackathon com imersão em dois dias de maratona tecnológica

Imersos em uma maratona tecnológica de dois dias, alunos do 6º ao 2º ano participaram do 2º Hackathon CEITEC do Colégio CEI Romualdo Galvão e Roberto Freire, que aconteceu nesta sexta-feira (8) e sábado (9). O evento contou com palestras, minicursos e apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

O tema geral desta 2ª edição é “Hack for Helth (H4H)”. A palestra de abertura do evento foi ministrada pelo professor e médico Francisco Irochima, que falou sobre “Inovação para um futuro saudável”. O professor explicou que o objetivo da sua palestra foi estimular os alunos com histórias de pessoas que, mesmo no passado e com ferramentas tecnológicas reduzidas, inovaram e fizeram grandes produtos. “Hoje, com as tecnologias que eles têm, eles podem fazer muito mais” disse.

Irochima destacou ainda a importância da tecnologia no diagnóstico de doenças e como propulsor da criação de ferramentas voltadas para a saúde: “A tecnologia é fundamental para dar velocidade no desenvolvimento das ferramentas que são boas na saúde. Para você ter uma ideia, o câncer vai ser a primeira causa de morte em 2030 e a inteligência artificial está sendo fundamental para reduzir essa previsão”, disse.

De forma interdisciplinar, os alunos tiveram que pensar em problemas que eles enxergam no dia a dia e que se relacionam com saúde e bem-estar. Conhecimentos de programação, matemática, biologia, ciências, entre outros, uniram-se para que eles pudessem elaborar projetos que realmente tivessem uma aplicação útil para a sociedade. Os alunos se organizaram em grupos de até seis pessoas para desenvolver as soluções tecnológicas.

“Eu estou encantada! É quando a gente se sente muito feliz pela profissão escolhida, quando a gente sente orgulho de uma equipe maravilhosa que a gente tem na escola, de construir um evento dessa magnitude. Os alunos estão resolvendo problemas, problemas sociais. Eles estão preparados para resolverem situações difíceis, criando alternativas viáveis. É um dia que os alunos dedicam-se ao conhecimento voluntariamente. E a gente percebe a força de uma equipe que vibra pela educação”, comentou emocionada a diretora pedagógica Cristine Rosado.

Esta segunda edição contou com 45 projetos apresentados e mais de 250 alunos participantes. Os projetos foram desenvolvidos sob a orientação do professor de Pensamento Computacional e organizador do evento, Jadson Souza, que destacou: “Algumas habilidades são muito trabalhadas no Hackathon, como o pensamento criativo, o pensamento de sistemas, o analítico, o trabalho colaborativo e a alfabetização em pensamento computacional. O tema deste ano foi ‘Hacks for Health’, a tradução seria ‘macetes para a saúde’. A ideia é que os alunos criassem soluções que contribuíssem com a saúde. Foi muito lindo ver os alunos trabalhando com garra para entregar o seu melhor”.

Ao final do evento foram premiados os três primeiros lugares nas categorias Júnior e Sênior. A equipe formada pelos alunos Gibran Dantas, Levi Azevedo, Miguel Merlini e Rebecca Dantas desenvolveu o projeto vencedor da categoria Júnior. A solução proposta pelo grupo foi uma luva tradutora de Libras, cuja finalidade é trazer mais inclusão às pessoas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais para se comunicar.

A equipe vencedora da categoria Sênior, composta pelos alunos Ravi Salha, Larissa Campos, Gabriel Soares, Gabriela Rosado e João Pedro Moreira, desenvolveu um projeto chamado Luna Watch. Trata-se de um smartwatch que tem a função de ajudar pessoas idosas em suas atividades cotidianas e em casos de emergências. O dispositivo utiliza uma inteligência artificial chamada Luna, pensada especialmente para os idosos. “Porque cuidar de quem cuidou de nós é a maior inovação que podemos oferecer”, comentou Ravi.

O 2º Hackathon CEITEC também contou com uma ação social, que arrecadou, no ato da inscrição para participar da maratona, mais de 500 quilos de alimentos não perecíveis. As doações serão divididas entre o Instituto Juvino Barreto e o projeto Seu Vizinho, que colabora com cerca de outras 200 instituições de cunho social.

Da edição de 2024 saiu o projeto vencedor da etapa estadual do Desafio Liga Jovem do SEBRAE, competição entre estudantes de todo o Brasil. O projeto campeão dessa etapa tratava-se de um sensor inteligente que monitora o nível da água em cisternas e, ligado a um sistema de rádio, enviaria uma notificações para os responsáveis pelo reabastecimento quando a água estivesse em níveis baixos. A utilidade prática seria auxiliar no problema hídrico de cidades do Sertão nordestino.

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