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Pronunciamento de Mourão marca fim desastroso de um Governo 

Pronunciamento de Mourão marca fim desastroso de um Governo 

Bolsonaro calculou sua ida aos Estados Unidos, calculou o dia de ir usando o avião da FAB, seguranças e assessores, antes do término do mandato – 31 de dezembro – mas não contou que seu vice, o general Hamilton Mourão fosse solicitar um pronunciamento de cadeia de rádio e TV para falar o que bem entendesse.

Ao que se sabe, Bolsonaro “fugiu” sem deixar documento assinado transmitindo o exercício da presidência ao vice Mourão. E Bolsonaro tampouco oficializou ao Congresso Nacional sua saída do país. Mais um fato inédito institucional, que pode ser considerado abandono de cargo, agravado pelo fato de ter usado recursos do Governo para tal.

Mas voltemos ao general.

O texto, extremamente rebuscado, cheio de palavras difíceis, com certeza não alcançou mais que 1/3 da população brasileira.

Mas o que ficou muito claro para todos é que ele mandou os “insanos” que ficam em frente a  quartéis irem cuidar de suas vidas, “voltar à normalidade”, e ainda deu uma bela criticada em Bolsonaro.

Em toda a minha vida nunca imaginei que um Governo medíocre e insano pudesse terminar assim. Nos últimos quatro anos normalizamos os absurdos ao ponto de achar normal um vice ir pra uma rede dizer adeus.

O pronunciamento de 7 minutos do presidente em exercício foi uma tentativa de autopromoção com o objetivo claro de enfraquecer seu agora opositor dentro da direita extrema.

Há 4 anos, Bolsonaro prometeu ser diferente. Isso temos que concordar: ele cumpriu. Esse Governo ficará marcado pelo ineditismo de insanidades à frente de uma República.

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